O ex-jogador Kaká, atualmente com 43 anos, é o presidente da Kings League Brasil, sendo o principal responsável por liderar, representar e consolidar no país a competição criada por Gerard Piqué, que mistura futebol, entretenimento e transmissões digitais. O ex-atleta pendurou as chuteiras em 2017.
Kaká encontrou na Kings League uma nova forma de permanecer ligado ao futebol, agora fora das quatro linhas. Campeão mundial em 2002 e vencedor da Bola de Ouro em 2007, o ex-meia assumiu o comando da liga no Brasil, mas não tem um time próprio ou participa como jogador. Ele é remunerado pelo cargo, mas o valor não é conhecido publicamente.
Nesta quinta-feira (08/01), Kaká vai entrar em ação pela primeira vez no gramado da Kings, batendo o pênalti do presidente da Seleção Brasileira contra o Catar, em jogo pela Kings World Cup Nations 2026.
Kaká: função na Kings League
Criada em 2023 pelo ex-zagueiro do Barcelona Gerard Piqué, a Kings League chegou ao Brasil em março de 2025 com uma proposta clara: repensar o consumo do futebol e adaptá-lo à lógica das plataformas digitais. Kaká não apenas apoiou a iniciativa desde o início como passou a liderar sua implantação em território nacional.
– A Kings League representa uma nova forma de consumir o futebol, e estou animado para receber novos fãs na nossa comunidade – afirmou Kaká ao anunciar oficialmente a chegada da competição ao Brasil, em dezembro de 2024.
A relação de Kaká com a Kings League vai além de um posto institucional. Em entrevistas e eventos globais da liga, o brasileiro deixou claro que vê o projeto como um canal direto de comunicação com as novas gerações, que são fortemente ligadas ao digital.
Para ele, a Kings League funciona como um ecossistema complementar ao futebol tradicional. Apaixonado pelo esporte desde a infância, Kaká afirma que sempre buscou formas de contribuir com o futebol mesmo após a aposentadoria. Nesse contexto, a liga surge como uma ponte entre seu legado dentro de campo e um público jovem que consome esporte de maneira diferente.
Essa visão está alinhada com o caminho que Kaká traçou depois de se aposentar dos campos. O ex-jogador investiu fortemente em formação acadêmica e profissional, com cursos de gestão esportiva pela FIFA, UEFA e Harvard, além da licença de treinador concedida pela CBF. A preparação sempre teve um objetivo claro: atuar nos bastidores do futebol de forma estruturada e profissional.
O primeiro split da Kings League Brasil, encerrado em maio de 2025, superou as expectativas da própria organização. Kaká admitiu publicamente que o impacto inicial da competição foi maior do que o projetado.
Segundo ele, a repercussão despertou interesse imediato de ex-jogadores, empresários e personalidades do esporte, muitos deles curiosos para entender o funcionamento da liga e até mesmo interessados em montar equipes próprias.
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