Por que o Buffalo Bills errou ao demitir McDermott e quem deveria ter sido dispensado

Jarrett Bailey

Por que o Buffalo Bills errou ao demitir McDermott e quem deveria ter sido dispensado image

O Buffalo Bills decidiu demitir um de seus principais líderes nesta segunda-feira (19/01), mas pode ter escolhido o alvo errado.

A franquia dispensou o head coach Sean McDermott após nove temporadas, depois de mais uma derrota apertada nos playoffs. Desta vez, porém, a queda não veio pelas mãos de Patrick Mahomes e do Kansas City Chiefs, como ocorreu em quatro das últimas cinco temporadas. Veio contra Bo Nix e o Denver Broncos — um quarterback que nunca havia vencido um jogo de pós-temporada e uma franquia que não ganhava um jogo de playoff desde 2015, quando Josh Allen ainda estava no segundo ano de faculdade. Embora exista, sim, um argumento para a saída de McDermott — seus fracassos em janeiro superaram em muito os sucessos entre setembro e dezembro — não há absolutamente nenhum motivo plausível para que o gerente-geral Brandon Beane permaneça no cargo e ainda conduza a busca por um novo treinador.

MAISNFL: Travis Kelce pode ganhar de R$ 50 a 100 milhões por ano fora dos Chiefs

Os Bills deveriam ter demitido Brandon Beane

Beane falhou em diversos aspectos, começando pelo draft. Desde a escolha de Josh Allen, todas as suas principais seleções foram, em maior ou menor grau, erros. Em 2019, ele selecionou Ed Oliver na nona posição geral: um jogador correto, mas sem nenhuma convocação para o Pro Bowl ou para o All-Pro — desempenho aquém do esperado para alguém escolhido tão alto. Em 2020, A.J. Epenesa foi a primeira escolha do time, no segundo round, e nunca passou de um pass rusher rotacional. No ano seguinte, veio Greg Rousseau, que até hoje não protagonizou nenhuma jogada relevante em grandes partidas de playoff e está longe do patamar dos melhores defensores de borda da liga.

A sequência de escolhas, com Kaiir Elam, Dalton Kincaid e Keon Coleman, em 2022, 2023 e 2024, deveria ter sido o golpe final para Beane. Elam foi tão mal que passou a maior parte de 2024 como “healthy scratch” antes de ser trocado para o Dallas Cowboys, após uma atuação desastrosa contra o Kansas City Chiefs. Kincaid, em certa medida, correspondeu às expectativas, mas Buffalo precisa que ele vire um Tony Gonzalez para que o grupo de recebedores seja minimamente respeitável. Já Coleman talvez seja o maior desastre de todos.

Beane escolheu Coleman poucas semanas depois de trocar Stefon Diggs para o Houston Texans, e o resultado tem sido um fracasso absoluto dentro e fora de campo. Ele não se mostrou a resposta que os Bills precisavam após a saída de Diggs, somando apenas 67 recepções nas duas primeiras temporadas da carreira, além de se tornar um problema recorrente fora dos jogos. Nesta temporada, foi deixado fora de partidas diversas vezes por motivos disciplinares. Em 2024, também começou no banco contra o Jacksonville Jaguars por razões semelhantes.

É verdade que, à época, trocar Diggs pareceu a decisão correta, considerando os rumores de conflitos envolvendo o recebedor. O problema é que Beane falhou repetidamente em trazer um wide receiver número 1 para ajudar Allen e o ataque — algo que cobrou seu preço em todos os playoffs seguintes. Em especial neste ano, quando Allen precisou lançar passes para Brandin Cooks e Mecole Hardman, enquanto Beane deixou de fazer um movimento mais agressivo na trade deadline por nomes como Jakobi Meyers ou Rasheed Shaheed, que se tornaram peças importantes em suas novas equipes.

Além disso, a insistência em reciclar jogadores veteranos, em vez de apostar em novos nomes, tem sido cansativa de ver temporada após temporada. Trazer Dane Jackson de volta, cortá-lo após uma pré-temporada terrível e depois recontratá-lo. Repatriar Jordan Phillips pela enésima vez. Apostar novamente em Jordan Poyer, mais perto dos 40 do que dos 30 anos. Baylon Spector. A falta de imaginação de Beane na montagem das camadas mais profundas do elenco é nauseante — e ainda mais irritante quando esses jogadores precisam entrar em campo por causa de uma construção de elenco deficiente. Na última campanha ofensiva dos Broncos no tempo regulamentar, Dane Jackson entrou em campo por apenas uma jogada — e foi superado em profundidade por Bo Nix no passe para touchdown de Marvin Mims.

Beane é ruim no Draft, é ruim na montagem do elenco via free agency e, ainda assim, venceu a queda de braço contra McDermott, que foi encarregado de fazer algo apresentável com ingredientes claramente insuficientes fornecidos por um general manager incompetente.

McDermott talvez realmente precisasse pagar o preço — há um limite para quantas eliminações nos playoffs um treinador pode acumular —, mas a permanência de Beane é uma decisão astronomicamente ruim do proprietário Terry Pegula. E ela certamente vai assombrar o futuro do Buffalo Bills.

MAISPlayoffs da NFL 2025/26: chaveamento, datas, horários e onde assistir

Staff Writer