Tabela da Argentina na Copa do Mundo de 2026: grupo, jogos, caminho e calendário

David Suggs

Samir Mello

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Depois de anos batendo na trave, Lionel Messi finalmente comandou a Argentina rumo ao tão sonhado título mundial em 2022. Quatro anos depois, a atual campeã chega mais uma vez forte para brigar pelo troféu mais cobiçado do futebol.

Aos 37 anos, Messi já não tem a explosão de antes, mas segue decisivo como poucos. Foi o artilheiro das Eliminatórias com oito gols e continua atraindo todos os holofotes — ainda mais por estar diante do que deve ser sua última grande competição com a camisa albiceleste. O impacto dele no Inter Miami também alimenta a expectativa dos torcedores.

Mas, como sempre, "La Pulga" parece crescer quando a pressão aumenta. O Mundial do Catar está aí para provar: sete gols, dois deles na final, e o segundo prêmio de melhor jogador da Copa. Um roteiro difícil de repetir — mas jamais impossível para ele.

Se a Argentina conseguir o bi, entra num clube restrito. Apenas Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conquistaram dois títulos seguidos.

A seguir, um panorama da campanha albiceleste rumo à Copa de 2026: possíveis adversários, ideias de jogo, nomes cotados e um olhar sobre a história do país nos Mundiais.

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Sorteio da Copa do Mundo 2026

A Argentina está no grupo J da Copa, com Argélia, Áustria e Jordânia.

Classificação no grupo 

TimePTSGPWLDGFGAGD
Argentina00000000
Argélia00000000
Áustria00000000
Jordânia00000000

Programação dos jogos da Argentina

DataJogoHorárioEstádio
16/06Argentina x ArgéliaA definirA definir
22/06Argentina x ÁustriaA definirA definir
27/06Argentina x JordâniaA definirA definir

A história da Argentina na fase de grupos das Copas

A Argentina soma 19 participações, a terceira maior marca entre todas as seleções. A última ausência foi em 1970 — de lá para cá, participou de todas.

Segue o retrospecto das campanhas na fase de grupos:

(Quadro reescrito com fluidez)

  • 2022: Argentina, Polônia, México, Arábia Saudita

  • 2018: Croácia, Argentina, Nigéria, Islândia

  • 2014: Argentina, Nigéria, Bósnia, Irã

  • 2010: Argentina, Coreia do Sul, Grécia, Nigéria

  • 2006: Argentina, Holanda, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro

  • 2002: Suécia, Inglaterra, Argentina, Nigéria

  • 1998: Argentina, Croácia, Jamaica, Japão

  • 1994: Nigéria, Bulgária, Argentina, Grécia

  • 1990: Camarões, Romênia, Argentina, URSS

  • 1986: Argentina, Itália, Bulgária, Coreia do Sul

  • 1982: Bélgica, Argentina, Hungria, El Salvador

  • 1978: Itália, Argentina, França, Hungria

  • 1974: Polônia, Argentina, Itália, Haiti

  • 1966: Alemanha Ocidental, Argentina, Espanha, Suíça

  • 1962: Hungria, Inglaterra, Argentina, Bulgária

  • 1958: Alemanha Ocidental, Irlanda do Norte, Tchecoslováquia, Argentina

  • 1934: formato eliminatório, sem grupos

  • 1930: Argentina, Chile, França, México


Panorama da Argentina para a Copa

A seleção chega ao sorteio como líder do ranking da FIFA, amparada pela solidez dos últimos anos. Além da glória de 2022, soma ainda o título da Copa América de 2025 — dois torneios seguidos levantando taças.

A Albiceleste já tem três títulos mundiais: 1978, 1986 e 2022. Os vice-campeonatos vieram em 1930, 1990 e 2014.

Números gerais em Copas

  • 19 participações

  • 3 títulos

  • 88 jogos: 47 vitórias, 17 empates, 24 derrotas

  • 152 gols marcados e 101 sofridos (+51 de saldo)


Prévia da Argentina na Copa de 2026

A Argentina entra no Mundial com a confiança de quem tem qualidade, renovação e ainda conta com Lionel Messi, mesmo que na reta final da carreira.

Messi, agora jogador do Inter Miami, segue sendo o farol técnico da seleção. Marcou oito vezes nas Eliminatórias e deve atuar como ponta-direita com liberdade total para circular por dentro — longe dos sprints de outros tempos, mas ainda capaz de decidir no talento e na visão de jogo.

Ao lado dele, chegam ao auge nomes como Julián Álvarez e Lautaro Martínez, dupla afinada desde 2022. No meio, o time combina intensidade e técnica com Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e peças jovens em ascensão, como Franco Mastantuono e Nico Paz.

A defesa, historicamente questionada, vive momento mais estável com Cristian Romero como líder. Nas laterais, a disputa segue aberta para Molina e Montiel, que precisam dar consistência ao setor.

No gol, o sempre decisivo Emiliano “Dibu” Martínez, bicampeão do Troféu Yashin (2023 e 2024), segue como uma das figuras mais importantes do elenco — tanto pelas defesas quanto pelo tamanho nos momentos decisivos.

Estrelas: Messi, Julián Álvarez, Mac Allister, Enzo Fernández

Jogadores para ficar de olho: Mastantuono, Nico Paz, Thiago Almada

Comando técnico

Lionel Scaloni continua no cargo e vai para sua segunda Copa como treinador. Foi ele quem reconstruiu o time após 2018 e colheu resultados imediatos: Copa América 2021, Finalíssima 2022, Copa do Mundo 2022 e Copa América 2025.

Sem grande experiência prévia como técnico, Scaloni se firmou com um trabalho sólido, bom ambiente e grande leitura de elenco.

  • Técnico: Lionel Scaloni

  • Assumiu: novembro de 2018

  • Campanha: 69 vitórias, 19 derrotas e 10 empates

  • Títulos: Copa América 2021 e 2025, Copa do Mundo 2022


Escalação provável da Argentina (4-3-3)

Martínez (GK)
Montiel, Romero, Lisandro Martínez, Tagliafico
Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul
Messi, Lautaro Martínez, Julián Álvarez


Pontos fortes

Profundidade no ataque — Messi, Lautaro e Julián formam um trio de respeito. Almada cresceu nas Eliminatórias, e Mastantuono, mesmo tão jovem, já aparece como opção real.

Segurança no gol — Dibu Martínez vive longa fase de alto nível no Aston Villa e é um dos goleiros mais confiáveis do mundo.

Experiência — A base campeã segue unida. É um grupo acostumado a decisões, viradas e cenários adversos.


Pontos fracos

Dependência de Messi — Mesmo com grandes nomes ao redor, o jogo ainda passa muito pelo camisa 10. Defesas fortes tentarão limitar seu espaço, e Álvarez/Lautaro precisam assumir mais protagonismo quando necessário.


Lista projetada da Argentina (26 jogadores)

(Idade e clubes atualizados até novembro de 2025; caps entre parênteses)

Goleiros

  • Emiliano Martínez — 33, Aston Villa (57)

  • Gerónimo Rulli — 33, Marseille (7)

  • Walter Benítez — 32, Crystal Palace (1)

Laterais

  • Gonzalo Montiel — 28, River Plate (38)

  • Nahuel Molina — 27, Atlético de Madrid (56)

  • Juan Foyth — 27, Villarreal (22)

  • Nicolás Tagliafico — 33, Lyon (74)

  • Valentín Barco — 21, Strasbourg (2)

Zagueiros

  • Cristian Romero — 27, Tottenham (47)

  • Nicolás Otamendi — 37, Benfica (129)

  • Lisandro Martínez — 27, Manchester United (27)

  • Leonardo Balerdi — 26, Marseille (26)

Meio-campistas

  • Leandro Paredes — 31, Boca Juniors (76)

  • Enzo Fernández — 24, Chelsea (38)

  • Rodrigo De Paul — 31, Inter Miami (83)

  • Lo Celso — 29, Betis (65)

  • Thiago Almada — 24, Atlético de Madrid (12)

  • Nico Paz — 21, Como (6)

  • Alexis Mac Allister — 26, Liverpool (42)

Atacantes

  • Franco Mastantuono — 18, Real Madrid (3)

  • Giuliano Simeone — 22, Atlético de Madrid (9)

  • Lionel Messi — 38, Inter Miami (196)

  • Nico González — 27, Atlético de Madrid (48)

  • Julián Álvarez — 25, Atlético de Madrid (49)

  • Lucas Beltrán (ou González ST citado) — 23, Fiorentina (17)

  • Lautaro Martínez — 28, Inter de Milão (75)


Campanha nas Eliminatórias

A Argentina terminou as Eliminatórias da Conmebol na liderança, com 12 vitórias em 18 jogos. Messi foi o artilheiro do torneio com oito gols.


Histórico em Copas do Mundo

A Albiceleste soma três títulos (1978, 1986 e 2022) e campanhas marcantes ao longo das décadas.

Caminho ano a ano (resumo)

  • 1930: vice (Uruguai) – 4V, 0E, 1D

  • 1934: eliminada nas oitavas (Suécia)

  • 1958 e 1962: fase de grupos

  • 1966: quartas (Inglaterra)

  • 1974: segunda fase

  • 1978: campeã

  • 1982: segunda fase

  • 1986: campeã

  • 1990: vice

  • 1994: oitavas (Romênia)

  • 1998: quartas

  • 2002: fase de grupos

  • 2006: quartas

  • 2010: quartas

  • 2014: vice

  • 2018: oitavas (França)

  • 2022: campeã

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