Depois de anos batendo na trave, Lionel Messi finalmente comandou a Argentina rumo ao tão sonhado título mundial em 2022. Quatro anos depois, a atual campeã chega mais uma vez forte para brigar pelo troféu mais cobiçado do futebol.
Aos 37 anos, Messi já não tem a explosão de antes, mas segue decisivo como poucos. Foi o artilheiro das Eliminatórias com oito gols e continua atraindo todos os holofotes — ainda mais por estar diante do que deve ser sua última grande competição com a camisa albiceleste. O impacto dele no Inter Miami também alimenta a expectativa dos torcedores.
Mas, como sempre, "La Pulga" parece crescer quando a pressão aumenta. O Mundial do Catar está aí para provar: sete gols, dois deles na final, e o segundo prêmio de melhor jogador da Copa. Um roteiro difícil de repetir — mas jamais impossível para ele.
Se a Argentina conseguir o bi, entra num clube restrito. Apenas Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conquistaram dois títulos seguidos.
A seguir, um panorama da campanha albiceleste rumo à Copa de 2026: possíveis adversários, ideias de jogo, nomes cotados e um olhar sobre a história do país nos Mundiais.
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Sorteio da Copa do Mundo 2026
A Argentina está no grupo J da Copa, com Argélia, Áustria e Jordânia.
Classificação no grupo
| Time | PTS | GP | W | L | D | GF | GA | GD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Argentina | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Argélia | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Áustria | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Jordânia | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
Programação dos jogos da Argentina
| Data | Jogo | Horário | Estádio |
| 16/06 | Argentina x Argélia | A definir | A definir |
| 22/06 | Argentina x Áustria | A definir | A definir |
| 27/06 | Argentina x Jordânia | A definir | A definir |
A história da Argentina na fase de grupos das Copas
A Argentina soma 19 participações, a terceira maior marca entre todas as seleções. A última ausência foi em 1970 — de lá para cá, participou de todas.
Segue o retrospecto das campanhas na fase de grupos:
(Quadro reescrito com fluidez)
2022: Argentina, Polônia, México, Arábia Saudita
2018: Croácia, Argentina, Nigéria, Islândia
2014: Argentina, Nigéria, Bósnia, Irã
2010: Argentina, Coreia do Sul, Grécia, Nigéria
2006: Argentina, Holanda, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro
2002: Suécia, Inglaterra, Argentina, Nigéria
1998: Argentina, Croácia, Jamaica, Japão
1994: Nigéria, Bulgária, Argentina, Grécia
1990: Camarões, Romênia, Argentina, URSS
1986: Argentina, Itália, Bulgária, Coreia do Sul
1982: Bélgica, Argentina, Hungria, El Salvador
1978: Itália, Argentina, França, Hungria
1974: Polônia, Argentina, Itália, Haiti
1966: Alemanha Ocidental, Argentina, Espanha, Suíça
1962: Hungria, Inglaterra, Argentina, Bulgária
1958: Alemanha Ocidental, Irlanda do Norte, Tchecoslováquia, Argentina
1934: formato eliminatório, sem grupos
1930: Argentina, Chile, França, México
Panorama da Argentina para a Copa
A seleção chega ao sorteio como líder do ranking da FIFA, amparada pela solidez dos últimos anos. Além da glória de 2022, soma ainda o título da Copa América de 2025 — dois torneios seguidos levantando taças.
A Albiceleste já tem três títulos mundiais: 1978, 1986 e 2022. Os vice-campeonatos vieram em 1930, 1990 e 2014.
Números gerais em Copas
19 participações
3 títulos
88 jogos: 47 vitórias, 17 empates, 24 derrotas
152 gols marcados e 101 sofridos (+51 de saldo)
Prévia da Argentina na Copa de 2026
A Argentina entra no Mundial com a confiança de quem tem qualidade, renovação e ainda conta com Lionel Messi, mesmo que na reta final da carreira.
Messi, agora jogador do Inter Miami, segue sendo o farol técnico da seleção. Marcou oito vezes nas Eliminatórias e deve atuar como ponta-direita com liberdade total para circular por dentro — longe dos sprints de outros tempos, mas ainda capaz de decidir no talento e na visão de jogo.
Ao lado dele, chegam ao auge nomes como Julián Álvarez e Lautaro Martínez, dupla afinada desde 2022. No meio, o time combina intensidade e técnica com Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e peças jovens em ascensão, como Franco Mastantuono e Nico Paz.
A defesa, historicamente questionada, vive momento mais estável com Cristian Romero como líder. Nas laterais, a disputa segue aberta para Molina e Montiel, que precisam dar consistência ao setor.
No gol, o sempre decisivo Emiliano “Dibu” Martínez, bicampeão do Troféu Yashin (2023 e 2024), segue como uma das figuras mais importantes do elenco — tanto pelas defesas quanto pelo tamanho nos momentos decisivos.
Estrelas: Messi, Julián Álvarez, Mac Allister, Enzo Fernández
Jogadores para ficar de olho: Mastantuono, Nico Paz, Thiago Almada
Comando técnico
Lionel Scaloni continua no cargo e vai para sua segunda Copa como treinador. Foi ele quem reconstruiu o time após 2018 e colheu resultados imediatos: Copa América 2021, Finalíssima 2022, Copa do Mundo 2022 e Copa América 2025.
Sem grande experiência prévia como técnico, Scaloni se firmou com um trabalho sólido, bom ambiente e grande leitura de elenco.
Técnico: Lionel Scaloni
Assumiu: novembro de 2018
Campanha: 69 vitórias, 19 derrotas e 10 empates
Títulos: Copa América 2021 e 2025, Copa do Mundo 2022
Escalação provável da Argentina (4-3-3)
Martínez (GK)
Montiel, Romero, Lisandro Martínez, Tagliafico
Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul
Messi, Lautaro Martínez, Julián Álvarez
Pontos fortes
Profundidade no ataque — Messi, Lautaro e Julián formam um trio de respeito. Almada cresceu nas Eliminatórias, e Mastantuono, mesmo tão jovem, já aparece como opção real.
Segurança no gol — Dibu Martínez vive longa fase de alto nível no Aston Villa e é um dos goleiros mais confiáveis do mundo.
Experiência — A base campeã segue unida. É um grupo acostumado a decisões, viradas e cenários adversos.
Pontos fracos
Dependência de Messi — Mesmo com grandes nomes ao redor, o jogo ainda passa muito pelo camisa 10. Defesas fortes tentarão limitar seu espaço, e Álvarez/Lautaro precisam assumir mais protagonismo quando necessário.
Lista projetada da Argentina (26 jogadores)
(Idade e clubes atualizados até novembro de 2025; caps entre parênteses)
Goleiros
Emiliano Martínez — 33, Aston Villa (57)
Gerónimo Rulli — 33, Marseille (7)
Walter Benítez — 32, Crystal Palace (1)
Laterais
Gonzalo Montiel — 28, River Plate (38)
Nahuel Molina — 27, Atlético de Madrid (56)
Juan Foyth — 27, Villarreal (22)
Nicolás Tagliafico — 33, Lyon (74)
Valentín Barco — 21, Strasbourg (2)
Zagueiros
Cristian Romero — 27, Tottenham (47)
Nicolás Otamendi — 37, Benfica (129)
Lisandro Martínez — 27, Manchester United (27)
Leonardo Balerdi — 26, Marseille (26)
Meio-campistas
Leandro Paredes — 31, Boca Juniors (76)
Enzo Fernández — 24, Chelsea (38)
Rodrigo De Paul — 31, Inter Miami (83)
Lo Celso — 29, Betis (65)
Thiago Almada — 24, Atlético de Madrid (12)
Nico Paz — 21, Como (6)
Alexis Mac Allister — 26, Liverpool (42)
Atacantes
Franco Mastantuono — 18, Real Madrid (3)
Giuliano Simeone — 22, Atlético de Madrid (9)
Lionel Messi — 38, Inter Miami (196)
Nico González — 27, Atlético de Madrid (48)
Julián Álvarez — 25, Atlético de Madrid (49)
Lucas Beltrán (ou González ST citado) — 23, Fiorentina (17)
Lautaro Martínez — 28, Inter de Milão (75)
Campanha nas Eliminatórias
A Argentina terminou as Eliminatórias da Conmebol na liderança, com 12 vitórias em 18 jogos. Messi foi o artilheiro do torneio com oito gols.
Histórico em Copas do Mundo
A Albiceleste soma três títulos (1978, 1986 e 2022) e campanhas marcantes ao longo das décadas.
Caminho ano a ano (resumo)
1930: vice (Uruguai) – 4V, 0E, 1D
1934: eliminada nas oitavas (Suécia)
1958 e 1962: fase de grupos
1966: quartas (Inglaterra)
1974: segunda fase
1978: campeã
1982: segunda fase
1986: campeã
1990: vice
1994: oitavas (Romênia)
1998: quartas
2002: fase de grupos
2006: quartas
2010: quartas
2014: vice
2018: oitavas (França)
2022: campeã