Flamengo no topo: os maiores patrocínios masters do futebol brasileiro em 2025

Karoline Tavares

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Reprodução/internet

Os chamados "12 grandes", que incluem os quatro principais times de São Paulo, Rio de Janeiro, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Inter, possuem os maiores patrocínios masters do futebol brasileiro em 2025. Todos são reconhecidas empresas de casas de aposta.

O Flamengo já ocupava o topo do ranking de maiores patrocínios do futebol nacional, mas a distância para os demais clubes aumentou ainda mais com o novo acordo anunciado nesta segunda-feira (18) com a Betano.

Lista dos 10 maiores patrocínios masters do futebol brasileiro em 2025

  1. Flamengo (Betano) - R$ 250 milhões/ano
  2. Corinthians (Esportes da Sorte) - R$ 103 milhões/ano
  3. Palmeiras (Sportingbet) - R$ 100 milhões/ano
  4. Vasco (Betfair) - R$ 70 milhões/ano
  5. Atlético-MG (H2Bet) - R$ 60 milhões/ano
  6. Botafogo (VBet) - R$ 55 milhões/ano
  7. Santos (7K) - R$ 52,5 milhões/ano
  8. São Paulo e Fluminense (Superbet) - R$ 52 milhões/ano
  9. Grêmio e Internacional (Alfa.bet) - R$ 50 milhões/ano
  10. Cruzeiro (Betfair) - R$ 40 milhões/ano
  11. Fortaleza (Cassino) - R$ 30 milhões/ano

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Os 12 grandes possuem os maiores patrocínios em 2025

O contrato do Flamengo com a Betano garante ao clube carioca uma receita de R$ 250 milhões por ano, valor muito superior ao dos concorrentes diretos.

O segundo colocado da lista é o Corinthians, que possui contrato com a Esportes da Sorte, recebendo R$ 103 milhões anuais. Mesmo sendo um valor expressivo, é menos da metade do que o Flamengo vai receber com o novo patrocinador master.

Logo atrás vem o Palmeiras, que no início deste ano oficializou a Sportingbet como nova patrocinadora principal. O clube paulista recebe R$ 100 milhões por temporada.

O Vasco ocupa a 4ª colocação nesse ranking, com um contrato firmado com a Betfair. O patrocínio representa um importante reforço financeiro em meio à reestruturação do clube carioca sob o modelo de SAF.

Em seguida, aparece o Atlético-MG, com o apoio da H2Bet. O valor coloca o Galo entre os clubes com maior arrecadação via patrocínio master, especialmente relevante após anos de grandes investimentos em estrutura e elenco.

Fechando o top-6 está o Botafogo, atual campeão brasileiro e da Libertadores, que assinou com a VBet nesta temporada. O contrato rende R$ 55 milhões por temporada, mas pode ser incrementado com bônus atrelados à conquista de títulos. A expectativa é que o valor aumente caso o clube mantenha o bom desempenho competitivo.

O Santos aparece na 7ª colocação, com patrocínio da 7K. Apesar da atual fase esportiva difícil, o clube conseguiu atrair um patrocínio robusto, superando outros grandes do futebol nacional em termos de receita comercial.

São Paulo e Fluminense dividem a 8ª posição, ambos patrocinados pela Superbet. Por fim, os rivais do Sul, Grêmio e Internacional compartilham a 9ª posição, com a Alfa.bet. Em seguida, o Cruzeiro, também patrocinado pela Betfair, figura na 10ª posição, com R$ 40 milhões de faturamento anual.

Patrocínio de casas de apostas na Série A

Todos os 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro de 2025 possuem algum tipo de vínculo com empresas de apostas esportivas. Em 90% dos casos, as chamadas "bets" ocupam o centro da camisa, como patrocinador master.

Apenas dois times fogem dessa regra. O Mirassol e o Red Bull Bragantino não exibem logos de casas de apostas na parte frontal dos uniformes. Mesmo assim , ambos têm relações comerciais com o setor: o Mirassol está ligado à 7K, enquanto o Bragantino mantém parceria com a Betfast.

O domínio das casas de apostas acontece porque esses conglomerados, em sua maioria estrangeiros, já estão consolidados em mercados internacionais altamente regulados. Agora, enxergam no Brasil uma nova fronteira de crescimento e visibilidade. Com a recente regulamentação do setor, o futebol se tornou uma das principais vitrines para o segmento.

A regulamentação das apostas foi formalizada em 2023, com a aprovação da Lei nº 14.790, que alterou a legislação anterior de 2018. A nova norma passou a estabelecer regras claras sobre a operação de casas de apostas de quota fixa no Brasil. Agora, essas empresas precisam ter licença emitida pelo Governo Federal para atuar legalmente no país.

A regulamentação também impôs exigências tributárias, regras de publicidade, critérios de integridade esportiva e diretrizes para proteção ao consumidor. As empresas que desejam operar no Brasil devem pagar uma outorga, além de impostos sobre a receita líquida e contribuições para áreas como educação, saúde, segurança pública e esporte.

O volume de investimento das bets nos clubes de futebol varia bastante, mas leva em conta fatores como a credibilidade da instituição, o tamanho e o engajamento da torcida, a região onde o time atua e o potencial de alcance nacional. Além da visibilidade, as empresas buscam conexão direta com o torcedor.

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Karoline Tavares

Repórter do Sporting News BR. Também é repórter do NBB e autora do livro Passa a Bola para Elas. Foi social media do Peleja e do Canal Bandeja, produtora do NBB em Fortaleza, repórter do site Torcedores.com, comentarista no programa 5 Toques, da Rádio da Universidade Federal do Ceará e fez parte do projeto Ponta de Lança.