Igor Gomes está sendo investigado? Entenda situação entre jogador e dirigente do São Paulo

Karoline Tavares

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Pedro Souza / Atlético-MG

O meio-campista Igor Gomes, do Atlético-MG, passou a ser citado em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo após movimentações financeiras consideradas anormais. De acordo com o jornalista Renan Porto, do Metrópoles, a apuração do órgão determinou que o jogador recebeu 11 transferências bancárias de um dirigente do São Paulo entre novembro de 2023 e maio de 2025, quando já estava no clube mineiro.

Os depósitos chamaram a atenção por terem sido realizados depois da saída do atleta do Tricolor. No total, as operações somam pouco mais de R$ 73 mil e constam em um relatório elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que embasa o inquérito em andamento.

A investigação faz parte de um caso mais amplo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e comercialização irregular de camarotes envolvendo dirigentes do São Paulo.

Em 21 de janeiro, Polícia Civil e Ministério Público deflagraram uma operação que teve como alvos diretores do clube, incluindo o então presidente Júlio Casares.

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O que diz Igor Gomes sobre investigação

Ainda segundo o Metrópoles, Igor Gomes foi procurado e se manifestou por meio de assessoria, apresentando uma explicação para os depósitos.

De acordo com o jogador, os valores dizem respeito ao aluguel de um apartamento localizado próximo ao Centro de Treinamento do São Paulo, na Barra Funda, imóvel que teria sido utilizado por ele quando ainda atuava pelo clube paulista.

Ainda segundo a equipe do atleta, o imóvel continuou alugado mesmo após a transferência para o Atlético-MG, o que justificaria as movimentações financeiras.

A assessoria reforçou que Igor Gomes nunca foi chamado para prestar esclarecimentos à polícia.

O responsável pelas transferências apontadas como suspeitas é Michel Gazola, supervisor de futebol do São Paulo. Assim como Igor Gomes, ele não foi alvo de mandados judiciais durante a operação realizada na semana passada pelas autoridades paulistas.

Polícia aponta "relacionamento anômalo"

Apesar da justificativa apresentada, o relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) levanta suspeitas sobre a relação entre o jogador e o dirigente.

Para os investigadores, há indícios de um possível conflito de interesses, caracterizado por um "relacionamento anômalo" entre as partes. O ponto central da suspeita, segundo a polícia, não está no montante envolvido, mas na forma como as transferências foram realizadas.

As autoridades destacam que os depósitos foram pessoais, fracionados e feitos fora de qualquer vínculo profissional aparente entre atleta e dirigente após a saída de Igor Gomes do clube.

A polícia acrescenta que esse tipo de movimentação foge dos padrões habituais e pode indicar pagamentos irregulares, comissões disfarçadas ou acordos financeiros paralelos ligados à negociação do atleta. A investigação segue em andamento.

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