Fórmula 1: as mudanças com o novo regulamento em 2026

Karoline Tavares

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Divulgação / FIA

A temporada 2026 da Fórmula 1 dá início a um dos ciclos mais transformadores da história recente da categoria. O novo regulamento promove mudanças estruturais que alteram profundamente o conceito dos carros e a forma como as equipes desenvolvem os projetos.

O objetivo central com isso é tornar os monopostos mais eficientes e equilibrados, reduzindo diferenças técnicas extremas entre as escuderias, tornando as disputas mais próximas ao longo das corridas.

Além do aspecto esportivo, a reformulação também é um ponto da preocupação da F1 em se manter relevante em meio a desafios ambientais, tecnológicos e comerciais do esporte a motor moderno. 

A própria entidade classificou o processo como uma "revolução", destacando que se trata da transformação mais profunda em muitas décadas.

Veja, a seguir, algumas mudanças que serão aplicadas a partir de 2026.

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Carros mais leves e rápidos

Uma das principais mudanças está no tamanho e no peso dos carros. A partir de 2026, os monopostos serão menores, com redução de 200 mm na distância entre os eixos, 100 mm na largura total e 150 mm na largura do assoalho.

O peso mínimo também sofrerá um corte relevante, caindo de 800 kg para 770 kg. A ideia é devolver aos carros um comportamento mais ágil e responsivo nas pistas.

Fim do DRS

Outra mudança marcante é a extinção do DRS, utilizado desde 2011. A partir de agora, asas dianteiras e traseiras totalmente móveis permitirão alternar entre configurações de alta e baixa carga aerodinâmica.

Além disso, os túneis de efeito solo serão eliminados, o que reduzirá a força descendente geral entre 15% e 30%.

Por outro lado, o arrasto aerodinâmico cairá cerca de 40%. Essa combinação deve permitir maiores velocidades em retas, ao mesmo tempo em que dificulta a geração excessiva de pressão aerodinâmica, equilibrando o desempenho entre os carros.

"Modo de ultrapassagem"

Com o fim do DRS, a FIA introduz o chamado "modo de ultrapassagem". Quando um piloto estiver a menos de um segundo do carro à frente, poderá acionar potência extra para tentar a manobra.

Esse recurso permitirá velocidades de até 337 km/h e, diferente do DRS, não ficará restrito a zonas específicas da pista. O uso poderá ser estratégico, concentrado em um único ponto ou distribuído ao longo da volta.

A expectativa é tornar as ultrapassagens menos automáticas e mais táticas, exigindo decisões precisas dos pilotos sobre o momento ideal para atacar.

Pneus diferentes

As rodas de 18 polegadas serão mantidas, mas os pneus passarão a ser mais estreitos a partir de 2026. Na dianteira, a redução será de 25 mm, enquanto na traseira chegará a 30 mm.

Essa mudança contribui para diminuir o arrasto aerodinâmico e o peso não suspenso, impactando diretamente no comportamento dinâmico dos carros.

Com pneus mais estreitos, o objetivo é buscar melhorar a eficiência geral dos carros, além de favorecer disputas mais equilibradas e maior exigência técnica.

Sustentabilidade aplicada na Fórmula 1

A nova geração de unidades de potência será um dos pilares do regulamento de 2026. Os motores darão maior protagonismo à parte elétrica, reduzindo a dependência do motor a combustão interna.

Além disso, a F1 adotará combustíveis 100% sustentáveis, alinhando-se às metas globais de redução de emissões e impacto ambiental. A categoria pretende servir como laboratório tecnológico para soluções aplicáveis à indústria automotiva.

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