O processo de transformação do Fluminense em SAF está prestes a dar um novo passo. Nas próximas semanas, o clube receberá oficialmente a proposta de investidores interessados em assumir a gestão do futebol tricolor. O modelo já está definido: um grupo de 15 torcedores milionários comprará cotas da futura empresa, caso conselheiros e sócios aprovem a operação.
A estrutura foi organizada pela gestora Lazuli Partners, por meio de sua subsidiária LZ Sports, que ficará responsável pela administração da SAF. Além da participação inicial dos 15 investidores, existe a possibilidade de, em etapas posteriores, a empresa abrir cotas menores para que outros tricolores também possam se tornar acionistas.
Pelo acordo em discussão, o fundo criado pelos torcedores seria o sócio majoritário, enquanto a associação manteria participação minoritária. A diretoria do Fluminense acompanha de perto a negociação. Se a venda for confirmada, o atual presidente Mário Bittencourt terá papel relevante na condução da nova estrutura.
Entre os investidores estão nomes de peso no mercado, como André Esteves (BTG Pactual), Thiago De Luca (Frescatto), José Zitelmann (Absoluto Partners) e membros da família Almeida Braga, da Icatu Seguros, conforme revelou o colunista Lauro Jardim.
Os aportes previstos incluem um investimento inicial robusto no momento da compra e novos desembolsos nos primeiros anos de operação. A promessa é colocar o desempenho esportivo como prioridade antes do retorno financeiro. Entre as metas, está a manutenção de uma das maiores folhas salariais do país, além da incorporação do CT de Xerém e do futebol feminino à estrutura da SAF. O grupo também assumiria a dívida do clube, que somava R$ 865 milhões em 31 de dezembro de 2024.
Apesar do avanço nas negociações, não há pressa para a conclusão do processo. A votação entre os sócios pode acabar acontecendo apenas após a eleição presidencial do clube, prevista para ocorrer entre a segunda quinzena de novembro e o início de dezembro deste ano.
Os investidores da SAF do Fluminense
André Esteves (BTG Pactual)
Um dos banqueiros mais influentes do país, é sócio-controlador do BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina. Figura polêmica, já enfrentou acusações no passado, mas segue com enorme peso no mercado financeiro. Apaixonado por futebol e torcedor declarado do Fluminense, tem histórico de investir em iniciativas ligadas ao esporte. Seu perfil de liderança e capacidade de captação de recursos o colocam como peça-chave no grupo que estuda assumir a SAF.
Segundo a revista Forbes, sua fortuna está estimada em R$ 51 bilhões. Assim, é o quarto colocado no ranking de brasileiros mais ricos.
Thiago De Luca (Frescatto)
Executivo e empresário do setor de alimentos, é diretor-geral da Frescatto, empresa tradicional do ramo de pescados e frutos do mar, com forte presença no mercado carioca. Também tricolor de coração, representa a vertente empresarial de médio porte no fundo de investidores. É visto como um nome que agrega diversidade à composição do grupo, já que vem de um setor diferente do mercado financeiro.
Não existem dados públicos confiáveis sobre sua fortuna individual. Portanto, não há estimativa disponível de patrimônio líquido.
José Zitelmann (Absoluto Partners)
Co-fundador da gestora Absoluto Partners, especializada em investimentos no mercado de capitais, é considerado um dos nomes emergentes da nova geração de gestores brasileiros. Sua participação dá ao projeto uma camada de expertise em estratégias de longo prazo e gestão de fundos. Além de torcedor do Fluminense, é reconhecido por defender práticas de governança mais modernas no mercado financeiro.
Embora figura relevante no mercado financeiro, não há informações públicas confiáveis sobre seu patrimônio líquido. Assim, nenhum valor estimado está disponível.
Família Almeida Braga (Icatu Seguros)
Trata-se de um dos clãs empresariais mais tradicionais do Brasil. A família controla a Icatu Seguros, referência no mercado de previdência privada, seguros de vida e investimentos. Historicamente ligada a grandes negócios no país, também tem relação antiga com o Fluminense. Sua entrada no fundo reforça o peso institucional e a credibilidade do projeto, já que os Almeida Braga carregam um histórico de solidez e presença em diferentes setores econômicos.
Não existem dados públicos atualizados sobre o patrimônio da família. Por isso, não há estimativa disponível.
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